"DIZ QUE VOCÊ É ATRIZ, O TIPO DE COISA QUE VOCÊ GOSTA E QUE VOCÊ É UMA DESOCUPADA QUE ESTÁ FAZENDO ISSO PARA PODER ENCHER A PACIÊNCIA DE MAIS PESSOAS DO QUE JÁ ENCHE."
Dito por minha amiga Lívia, quando perguntei a ela o que eu queria com isso...






"242. Suum cuique [A cada um o que é seu.]. - Por maior que seja a minha avidez de conhecimento, não posso extrair das coisas mais do que já me pertence – o que é dos outros continua nelas. Como é possível que alguém seja assaltante ou ladrão?"
F. Nietzsche




































 
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"249. O suspiro do homem do conhecimento. - "Oh, minha avidez! Nesta alma não existe abnegação - mas sim um Eu que tudo ambiciona, que mediante muitos indivíduos gostaria de ver com seus próprios olhos e agarrar com suas próprias mãos - um eu que também recupera todo o passado, que nada quer perder do que poderia pertencer! Oh, essa chama da minha avidez! Oh, que eu ainda nascesse em milhares de seres!" - Quem não conhece por experiência esse suspiro, também não conhece a paixão de quem quer conhecer."
F. Nietzsche
























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Camille Claudel

suum cuique
[a cada um o que é seu]
 
Sábado, Agosto 29, 2009  


E a vida continua...

Trabalho há um mês no MTE, já fiz paralização de quase uma semana, o governo tá cagando e andando para os servidores do Trabalho e Emprego, querem levar a gente no chicote... Ainda não tenho casa e a vida anda cheia de aventuras...

Resumidamente:

Saí do albergue depois de uma semana hospedada lá. Ronnie voltou de Campos e me arranjou uma elegante república para mulheres, num casarão antigo, show de bola e por um preço bem legal. Ele ficou no Rio por uma semana e voltou por mais uma para Campos, para cuidar de Jonas, que adquiriu algumas perebas em nossa ausência, sei lá como - já se curaram...
Fiquei na república por 10 dias, pois Ronnie retornou com Jonas e, um dia antes disso acontecer, li pela rua Riachuelo um anúncio na parede que alugava um quarto, num tipo de hostel, com entrada independente, amplo... Quando chegaram meu marido e filho fomos lá ver - na mesma rua que eu estava hospedada, André Cavalcante. Vimos um quarto de laje, com uma cama de casal e um pequeno armário tipo de cozinha, nos fundos de uma casa de vila, com um banheiro sem porta, em frente - a porta na verdade estava solta. Pelo preço, acordamos em pagar semanalmente e ficarmos os três. Afinal, todos os males do local poderiam ser corrigidos com uma boa limpeza. Pagamos a primeira semana, fomos buscar a bagagem na república em que eu até então estava hospedada, deixamos no novo local. Fui falar com a proprietária da república que mora lá perto e depois fomos às compras.
Passamos uma semana nos adaptando ao local. Acertamos mais uma semana e hoje viemos para Campos. Voltamos amanhã ao Rio. Eu vim para buscar meus livros no CEDERJ e Ronnie para deixar Jonas por mais uma semana, pois é difícil procurar casa com ele.
A nossa madrugada que foi um tanto fora do script... É que quando quase caíamos no sono, ouvimos tiros próximos, uns três. Depois alguém corria na laje do nosso quarto. E mais um pouco, uma confusão de homens falando. Policiais invadiram o quintal da casa onde estávamos hospedados. Prenderam alguém, justificaram a outros a ação. Um senhor que mora num quarto lá para baixo da casa disse "Aí mora um rapaz com a mulher e uma criança". Era a gente. Estávamos quietinhos ouvindo a baderna. Fotografaram, acharam alguma coisa, maconha, documentos de carro em algum lugar. Não sei se na mata ou na casa... Depois que o barulho acalmou, eu e Ronnie fomos ao banheiro lá fora. Voltamos e ficamos um bom tempo sem conseguir dormir. Quando eu quase dormia, vem uma voz grossa "Você tá preso, filho da puta, mão pro alto!" Voltaram, mais luzes, mais agitação. Levaram um hóspede. Há um quarto engraçado no sótão da casa e havia equipe de jornalismo da record. Continuamos quietinhos ouvindo. Acho que levaram um menor. Alguém mentiu para os policiais lá em baixo, disse que morava no 148 e eles ficaram vigiando, viram que entraram na casa onde já havia tido confusão e então deram o bote... O repórter da record tentou dar o texto por três vezes até que o falou por inteiro. Coisa pequena, algo assim "O menor foi encontrado no sótão da casa. A polícia acredita que o local seja usado como refúgio de criminosos, que se escondem na mata" Depois ouvimos o proprietário dizendo quem estava hospedado ali, quem não estava, quem era trabalhador quem não era, e parece que deram geral.
Acreditei que os caras aguardavam amanhecer para, com um mandato, darem uma geral em todo local, inclusive em nosso quarto.
Depois que os policiais foram embora, que tudo se abrandou, fomos de novo ao banheiro. Mas Ronnie ficou com uma tremenda dor da barriga e levou o papel pro banheiro. Lá não tem descarga e temos que encher o balde no tanque e jogar água manualmente no vaso. Ronnie deu umas três voltas com o balde para esvaziar o vaso. Minha imaginação fértil concluiu que éramos vigiados até a manhã e que os movimentos de Ronnie eram suspeitos. Ele poderia ser um traficante que, tendo percebido o movimento da polícia, fingiu ter dor de barriga, foi para o banheiro, jogou fora a droga e por isso precisou de três baldes para limpar a sujeira. Preparei-me para a revista, pela manhã. Nós dois sonhamos com o assunto.
Mas ficou por aí. Quando amanheceu, arrumei minhas coisas, saí com minha bolsa e uma mala vazia - para colocar os livros que pegaria no CEDERJ e segui para a rodoviária. E foi uma longa viagem. Do Rio a Campos; de cá direto para São Fidélis, depois voltar e só à noite chegar em casa.

Só eu, doida mesmo, muito emocionada com a madrugada, para estar doida para voltar ao cafofo e presenciar novos capítulos dessa emocionante história... Quem será o criminoso do nosso "hostel"?


VOMITADO POR Gato sem olho 9:20 PM Sacô? Esteja à vontade...

Segunda-feira, Agosto 03, 2009  


Estou no Rio. Estou trabalhando.

Só falta a casa. Tou morando num albergue cheio de gringos - dormindo em quarto coletivo e o escambau...


VOMITADO POR Gato sem olho 7:16 AM Sacô? Esteja à vontade...

 
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